Os apelidos sempre foram tratados como algo normal, corriqueiro no Remo. Hoje em dia, os apelidos são vistos como algo nocivo. Não vem ao caso julgar se são ou não, o que sabemos é que os apelidos muitas vezes nascem não somente por alguma característica física, uma semelhança com alguma celebridade, mas também devido a algum “causo” ou ocorrência. Quando iniciamos a prática do Remo, primeiro aprendemos no “Tanque”, destacado na foto, onde “o barco fica sempre parado”, somente se movem os remos e os carrinhos que sentamos. A situação financeira da grande maioria dos clubes deste esporte, é de pouquíssimos recursos, segundo o treinador do GPA na década de 80, uma dificuldade “danada”. A muito custo, conseguiram um pouco de dinheiro para comprar gasolina. A lancha já estava na rampa, pronta para sair, faltando apenas colocar gasolina no tanque. Ele pediu a um novato que fizesse esta tarefa. Ajustes finais, barcos na água, o treinador perguntou ao novato:

– Já colocou gasolina no tanque?

Ele prontamente respondeu que sim, e que tinha sido muito difícil colocar no tanque, apontando para o local da foto e desespero do Moacir.

Agora perguntamos, o apelido do novato poderia ser outro a não ser “GASOLINA”?

Foto cedida por Gilberta Ferreira da Costa

Categorias: Crônicas

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