Dia de Regata, dia de detalhes

Publicado por historiasderemador em

Dia de Regata é o mais esperado por aqueles que treinam exaustivamente para alinhar lado a lado com seus competidores. Independe se o remador é estreante, experiente ou não, aquele frio na barriga sempre vem, basta ouvir:

“Atenção, sai”.

Um novo combate inicia, aquela sensação de falta de ar após a largada, adrenalina a mil, o sangue girando, o coração batendo, músculos se contraem, a sincronia dos remos tentando cortar a água.

Mas dia de Regata, é dia de ver o professor com a sua planilha na mão, atento aos seus alunos, e nesta hora, todos nós voltamos a ser criança, aguardando as orientações sobre os horários, apresentação de documentos antes das provas, remos, barcos.

Em terra a torcida, e por trás de tudo isto, aqueles que quanto menos aparecem, mais deveriam ser lembrados, os organizadores (Remosul), diretores dos clubes, técnicos, funcionários dos clubes, familiares, amigos, tão fundamentais quanto os atletas que se esforçam ao máximo para superar a si próprios e também aos seus adversários.

Ana Valesca, presidente da REMOSUL e Seara Neto (foto Jossiano Leal)

Grêmio Náutico União mais uma vez o grande anfitrião de sempre, com as portas da frente e dos fundos abertas a todos, organizado, limpando e varrendo sua casa antes de suas visitas chegar, demonstrou dentro d’água que sabe nos receber, mas que sabe também muito bem competir, sagrando-se vitorioso nesta etapa do Campeonato RS.

Provas disputadas por remadores renomados engrandecem o evento, e para ilustrar mais este evento, destacamos a prova disputadíssima do Single Skiff estreante, onde contou com a presença de um representante da Associação Comunitária Amigos do Remo de Eldorado do Sul – ACARES, vencida por Eduardo Quadros do GPA, com quarenta anos de idade, mostrando que nunca é tarde para começar a remar.

Eduardo Quadros, o “Capoeira” (foto Jossiano Leal)

Mas para não faltar uma #historiasderemador, destacamos uma protagonizada por este que vos escreve, ao sair de casa apressadamente para não chegar atrasado para a regata, deixando seus chinelos fora da sua mochila.

Nem mesmo seus poucos cabelos brancos foram suficientes para lembrar que a rampa sob o sol de meio dia, ou areias escaldantes da Ilha do Pavão, fariam de tudo para tentar derreter a sola de seus pés.

Ele até tentou pegar estes chinelos de um remador raiz, mas sob a ameaça:

– “Nunca pegue os meus chinelos”, preferiu deixar a pele da planta do pé colada na rampa.

Fica a pergunta, quem é o autor desta frase? Dono destes preciosos e valorosos chinelos.

Precisa de legenda? Foto Seara Neto

Seguem três vídeos filmados ao vivo


4 comentário

Sandra Berber · 31 de outubro de 2021 às 08:19

É uma maravilha ver essas histórias de remadores adversários, somente dentro d’água, que respeitam e admiram seus concorrentes.
Mas, não deixam de ter seus amuletos, como esse chinelo velho, devidamente identificado como sendo seu, por um cordão vermelho.😄👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

    historiasderemador · 31 de outubro de 2021 às 14:36

    O cordão vermelho é a alma do chinelo, sem ele sola e tira, não se “conversam”!!!

Ana Valesca · 31 de outubro de 2021 às 12:59

Esse chinelo certamente é de um ogro. Kkkk
Muito boa a crônica Seara, alegra os corações e nos faz dar risadas.

    historiasderemador · 31 de outubro de 2021 às 14:58

    ele não é um ogro, é um remador raiz, que não possui Instagram, somente WhatsApp e rema MUITO!!!

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