Poema do Oito

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Escrito por Jorge Medeiros da Silva – “Seu Paquetá

Hoje Outrigger, outrora Yole
Mudou o nome, mudou a feição é certo,
mas intacta ficou a mística
É o gigante!
Apoteose de todas as regatas, é sempre a mais emocionante
A última prova
Quantas vezes decisiva
Esforços coroados ou frustrações curtidas!
As provas do oito contém uma aura diferente
Força, garra, leveza, técnica, esporte, arte, balé
A sincronia orfeônica do voga ao proa
Sob a batuta do timoneiro, dá ao barco a feição de um coral,
Em que vozes distintas de timbres diversos se fundem na mais vigorosa harmonia
Movimentos perfeitos de remos esguios, desenham formidável coreografia
Clubismos à parte
Seja de quem ou de onde for, o oito empolga
A descida da raia em crescendo cadenciado no afã da efêmera glória eleva a plateia , eletriza-a ao paroxismo
Envolvente: Vencer!
Tudo se passa como passa a própria vida:
rápido, instantâneo, fulminante
Fica no éter o eterno: A beleza inconfundível da disputa,
o feitiço artístico do mais sensacional de todos os barcos:
o Oito!

Assista o vídeo com narração de Renata Ferreira da Costa


6 comentário

Gilberto Oliveira · 6 de novembro de 2021 às 20:59

É verdade. O Oitocom(ta certo o nome,Seara?) é a demostração de um perfeito trabalho em equipe, onde 1% de dissonância, pode resultar em ouro ou nada. É o Fórmula 01, da categoria…

    historiasderemador · 6 de novembro de 2021 às 21:38

    O Oito sempre é “com” timoneiro, no linguajar do Remo é sempre citado como o Oito. É o melhor exemplo de trabalho em equipe, realmente. Embora o timoneiro não seja “citado”, é um dos principais protagonistas da guarnição, seu comando é capaz de mudar a história de uma regata.

Sandra Berber · 7 de novembro de 2021 às 02:41

O Oito é a prova mais emocionante. A mais esperada pelo público, e a participação mais cobiçada pelos atletas!
Todos querem fazer parte deste conjunto harmônico, que reúne distintas gerações, mas o mesmo amor pelo seu Clube. Não é a toa que foi escolhido para prestar a última homenagem ao centenário Corvina, cujas cinzas foram jogadas nas águas onde praticava o Remo, que tanto amava!

    historiasderemador · 8 de novembro de 2021 às 21:54

    Muito pertinentes estas observações Sandra!!! Ser escalado para o Oito é motivo de orgulho para qualquer remador

Rosane Goulart Silvestre · 7 de novembro de 2021 às 23:44

Excelente o poema, realmente sempre admirei o barco “oito com”, que representa muito a força que tem um grupo coeso! Gostei da foto… era o Du o timoneiro??

    historiasderemador · 8 de novembro de 2021 às 21:59

    O poema captou toda a essência que este barco representa para o Remo e para os remadores. A foto provavelmente foi tirada por algum repórter fotográfico que acompanhou a Regata na lancha junto com o árbitro. A Regata ocorreu em março de 1985. Era o Du Seara no timão, grande timoneiro, posteriormente se tornou um grande técnico de Remo.

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