O REMO E A MODERNIZAÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA

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Gil Karlos Ferri

Incentivado como prática salutar para a elite, o remo fez parte do processo de modernização do Estado de Santa Catarina. A partir dos anos de 1915 e 1918, com a fundação dos clubes náuticos Riachuelo, Martinelli, Aldo Luz e América, militares, políticos, desportistas e intelectuais se intrincaram com a prática náutica. Neste contexto, o sport e seus rowings foram elevados pela sociedade e imprensa como verdadeiros heróis republicanos ao exibirem sua força, beleza e disciplina.

Galeria Histórico-Fotográfica

1 – Guarnição de Oito com Timoneiro utilizando o novo uniforme do Riachuelo no ano de 1966.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

2 – “Entre as transformações urbanas que visavam modernizar Florianópolis, o remo passou a ser incentivado como prática física salutar ao homem. A partir dos anos de 1915 e 1918, com a fundação dos Clubes Náuticos Riachuelo, Martinelli e Aldo Luz, intelectuais, imprensa e sociedade se intrincariam com a prática náutica, elevando os remadores como verdadeiros heróis ao exibirem sua força, beleza e disciplina.” Fonte: SARTORI, Carina. Na alvorada de um sport: o remo na Ilha de Santa Catarina. Dissertação em História. Florianópolis: UFSC, 2013. p. 09.

Foto/acervo: Clube Náutico Riachuelo.

3 – “A pretensão dos desportistas de atingir os primeiros lugares se estendia para além das medalhas, servia de um conduto para os corações das senhoritas que se apresentavam impecáveis, enfeitadas de laços de fita, torcendo debruçadas sobre as muretas de proteção.” Fonte: Jornal O Estado, 17 out. 1921.

Foto/acervo: Clube Náutico Riachuelo.

4 – Batismo de barcos.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

5 – Diretores, torcedores e atletas em frente a nova sede do clube em 1938.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

6 – Batismo de barco.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

7 – “O remo é um dos que mais sobresahem e mais aperfeiçoam o organismo, dando-lhe a expansão extrema da emfibratura muscular que imperou nos tempos áureos de uma épocha que se foi e que, como um soberbo ensinamento, dicta, nesta épocha de requintados evangelhos, a apotheose dos músculos de Adonis.” Fonte: Jornal O Estado, 21 abr. 1918.

Foto: Regata com a Ilha do Carvão ao fundo. Florianópolis, década de 1930.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

8 – “Aliado às ideias de higiene, de saúde e de progresso, o Remo passaria ser um projeto de modernidade para o Brasil, assim como foi, notadamente, em Paris e Inglaterra. As imagens dos jovens conduzindo suas embarcações, com seu corpo a mostra e seus braços fortes, podem ser compreendidas como a imagem da nova República que seria conduzida por uma nação forte rumo ao progresso.” Fonte: SARTORI, Carina. Na alvorada de um sport: o remo na Ilha de Santa Catarina. Dissertação em História. Florianópolis: UFSC, 2013. p. 113.

Foto: Governador Nereu Ramos em visita ao Clube Náutico Riachuelo.

Acervo: Clube Náutico Riachuelo.

9 – “Quando se pega o ritmo num oito com timoneiro, estar nele é puro prazer. Já ouvi homens gritarem de prazer ao alcançar essa sincronia num oito com. É algo que a pessoa não esquecerá enquanto viver.” – George Yeoman Pocock.

Foto: Treinando o Oito com Timoneiro. Estreito, 10 out. 2020.

Crédito: Fernando Bresolin / Divulgação.

10 – O remo é uma grande arte. A maior de todas as artes. É uma sinfonia de movimento. O indivíduo, quando rema bem, aproximasse da perfeição. E quando está próximo da perfeição ele toca o Divino. Toca o âmago do seu âmago – que é a sua alma.”George Pocock.

Foto: Treino Coirmão Aldo Luz & Riachuelo. Baía Sul, 10 abr. 2021.

Crédito: Fernando Bresolin / Divulgação.  

11 – “Bons pensamentos têm muito a ver com remar bem. Não é suficiente que os músculos de uma guarnição trabalhem em sincronia; seus corações e suas mentes também devem ser um só.” – George Pocock.

Foto: Remos ao sol no Parque Náutico Walter Lange. Florianópolis, inverno de 2021.

Crédito: Nicolas Silva / Divulgação.

12 – “Harmonia, equilíbrio e ritmo: as três coisas que você leva para o resto da vida. Sem eles, a civilização não se sustenta. É por isso que um remador, quando sai para a vida, consegue enfrentá-la, lidar com ela. É isso o que ele leva do remo.” Fonte: BROWN, Daniel James. Os Meninos de Ouro. Rio de Janeiro: Sextante, 2014. p. 312.

Foto: Fim de treino no Parque Náutico Walter Lange. Florianópolis, inverno de 2021.

Crédito: Nicolas Silva / Divulgação.

Categorias: Crônicas

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