A timidez vence o Atlântico a remo

Raphael Garcia encontrou por acaso no ano de dois mil e vinte e dois, o livro Cem dias entre céu e mar. A história o instigou. Até aquele momento, não sabia que era possível atravessar o Atlântico a remo. Ele ficou desapontado porque ninguém havia repetido o feito de Amyr Klink após quase quarenta anos. Decidiu que deveria fazer a travessia.
Uma conversa para lá de agradável com um engenheiro eletrônico sobre navegação celestial, rádio VHF, tubarões e adrenalina de uma pessoa muito educada e inteligente. Determinado, nos mostrou nesse mundo que se valoriza demais a casca e pouco o conteúdo, atravessou mais de quatro meses, desconectado da internet, sem fazer dancinhas em cima do seu barco, pois queria ficar focado na “sua” viagem.
Aproveitando todos os seus conhecimentos, canalizou seus esforços para aprender o que precisava para a sua jornada. Uma das suas dificuldades foi justamente aprender a remar, algo desconhecido para alguém que morava na capital paulista, mas hoje em dia reside no liberal país da Nova Zelândia, berço de campeões olímpicos no esporte. Fica aqui registrado a minha observação, o remo precisa olhar para fora do seu espectro, enquanto pensarmos que somos “donos” do esporte, perderemos a oportunidade de transformá-lo numa opção de vida.
O texto hoje é curto, porque a conversa com ele foi longa, tentar descreve-la aqui seria um ato de egoísmo da minha parte, mas não posso deixar de registrar que ele me surpreendeu com sua postura e cordialidade, mas em especial ao ser perguntado por que não foi patrocinado, tendo ele bancado todo o custo do projeto, que não foi barato. Quer saber? É só clicar no link e assistir ao bate papo.
4 comentário
Vera · 30 de agosto de 2026 às 10:10
Parabéns Seara, pela entrevista e com o que escreveu agora , Quem assistir vai ter a sensação que tudo é possível,. Parabéns Raphael Garcia pelo feito e pelo excelente exemplo. Abraços a ambos!
historiasderemador · 30 de agosto de 2026 às 10:40
o Raphael deu um show dentro e fora d’água! Ansiosos pelo livro.
Acácio · 30 de agosto de 2026 às 10:20
Que coragem e determinação, Seara!
historiasderemador · 30 de agosto de 2026 às 10:40
Muita!