O início do fim

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Gari e Seara

Por Cesar Seara Neto

O ano está terminando, querendo ou não. Ainda que laudos de engenharia necessitem ser entregues, o que domina o meu pensamento é a retrospectiva dos fatos importantes que espocam na minha cabeça, tal qual fogos de artifício mudos típicos dessa época.

Meu pai se restabelecendo de mais um tratamento que afetou o seu paladar, um dos nossos cinco sentidos. É pela boca que começa nossa saúde. Quem diz isso é a ciência, não meus achismos. Minha mãe se frustra com sua incapacidade física para fazer faxina no seu apartamento. Estamos falando de pessoas com mais de oito décadas de vida. Faltam mais duas para completar um século. Citá-los como as prioridades das Histórias de Remador é reconhecer minha gratidão a eles. Lá na juventude foram eles que me permitiram colocar os remos nas forquetas de alumínio do canoe e me disseram: rema!

Oportunidades não podem ser desperdiçadas. Compartilhar aprendizados é a melhor forma de aprender e manter esse ciclo positivo em constante ebulição. Escrever o que sinto se tornou uma necessidade.

Algumas transmissões de regatas foram feitas, como se fossem remadas, a cada vez que ocorrem, é um avanço. Cada imagem capturada uma história, um sentimento, uma emoção. Falar do remo para os outros, e não para nós mesmos, já se tornou um mote para mim, resta envolver mais adeptos com o meu sorriso para que se permitam multiplicar o mais belo e completo de todos os esportes.

O ano que completei sessenta anos está se encaminhando para o cerrar das suas cortinas. É fato que tive algumas vitórias dentro d’água que guardo para mim e os envolvidos nelas, mas aqui me atenho mais a minha função de comunicador e me deixo levar pela tradição que temos ao fim do ano de dar presentes.

Mesmo que eu seja suspeito, o mais útil de todos os presentes que vocês poderão dar às pessoas bem quistas, é o livro Histórias de Remador, tão bem-organizado pela Kelli Pedroso, Editora Pergamus, escrito por mim. Penso que todas as pessoas têm o direito de remar, ainda que não esteja estabelecido na Constituição Federal, mas conhecer o remo, afirmo que sim.

Para adquirir o seu e recebê-lo pelo correio é só comentar neste post ou clicar no link abaixo e escolher como fazer contato diretamente comigo.

Categorias: Crônicas

5 comentário

Klaus Werner · 16 de novembro de 2025 às 13:02

Realmente é um livro que aprofunda agente não só na vida de remador como ensinamentos na vida cotidiana.

ROBERTO MULBERT · 16 de novembro de 2025 às 20:44

Seara Neto, belas palavras!!!!
Como sempre, com sentimentos muito fortes para compartilhar com os aficionados do Remo.
Estou terminando a leitura do teu livro !!!!
Sensacional

Abraço

Eric Menezes · 17 de novembro de 2025 às 21:01

Eu já comprei o meu exemplar! Parabéns pelo trabalho, Seara.

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