A flor e o espinho

Meu grande amigo Roberto Mülbert, sota-voga do nosso quatro sem vice-campeão brasileiro, ao retornar a uma empresa de alimentos no oeste catarinense, já como engenheiro e diretor, onde tinha sido estagiário décadas antes, reconheceu um antigo funcionário, o chamando pelo nome. Com a mão trêmula e os olhos cheios d´água, aquele homem cumprimentou o diretor, se sentindo a pessoa mais importante do mundo. O nosso nome é nosso maior valor.
Quantas pessoas eu conheci graças a esse salutar exercício para o meu coração e memória, ao tentar contar as Histórias de Remador que medalhas não são capazes de contar? Não sei dizer, mas posso afirmar que foram muitas. Tenho feito um esforço enorme para olhar no olho de cada um e lembrar dos seus nomes. Nem sempre consigo.
O final de semana começou a terminar ontem, sábado, como diz meu pai. A quarta e última etapa do Campeonato Gaúcho de Remo 2025 ocorreu no Parque Náutico Alberto Bins, ainda que estejam tentando fechar de forma definitiva a famigerada Comporta 14. Não perderei meu tempo enaltecendo sandices alegando ser de caráter técnico, sob o risco de perder a chance de compartilhar a emoção e beleza de mais uma regata.
Minha assistente de bastidores e palco pilotou mais uma vez a câmera. Nem mesmo o guarda-sol cravado na grama, foi capaz de diminuir o reflexo do astro rei escondido por trás de nuvens no monitor de vídeo de cinquenta centímetros, ancorado para não ser carregado pelo vento, com uma anilha de peso, emprestada da academia do Prof. João. Como é difícil filmar uma regata. Aqui minha gratidão a ela, e ao Richard, novo operador do notebook, contratado como freelancer, irmão do Paulo que mais uma vez narrou com maestria e alegria as provas.
Remamos contra o vento sul e mais ainda contra o relógio, pois a ciência da meteorologia previu aumento da velocidade do vento no transcorrer da manhã, e mais uma vez acertou. O que vimos foram disputas dentro d’água, como forma de agradecer a diretoria da REMOSUL, que mesmo exausta com a maratona de eventos neste mês de novembro, se empenhou se virando do avesso para realizar mais uma competição.
Esta é a minha reverência a estes seres humanos ocultos que pilotam lanchas, carregam boias, toldos, tiram fotografias, arbitram e alinham as provas. Deixo para que acrescentem nos comentários as atribuições que esqueci de citar por preguiça ou ignorância. Tem ainda aqueles que citam o próprio nome na entrega das medalhas, quando fazem o papel de cerimonialista, e pasmem, duas vezes seguida.
A fim de confirmar o que iniciei neste texto, o que vale é conhecer pessoas, poder interagir e aprender com elas, e se possível fazer vídeos sobre sorrisos provocando meu eterno algoz. Aumente o som e assista o vídeo a seguir. Divirta-se.
Créditos: Paulo Rigatto e Jossiano Leal
4 comentário
ROBERTO MULBERT · 23 de novembro de 2025 às 19:17
Grande Seara Neto!!!!!
Muito obrigado pela citação desta passagem da minha vida profissional.
O importante é manter nossa essência como cidadão responsável e respeitoso!!!!
Da mesma forma como praticas semanalmente nas tuas crônicas, sempre com humildade, respeito aos personagens citados e com um toque de humor que te é peculiar.
Siga e frente, firme e forte
Grande abraço
historiasderemador · 23 de novembro de 2025 às 19:27
O remo nos ensina a respeitar! Grande abraço meu amigo
Mario Dias · 9 de janeiro de 2026 às 09:30
Kkkkkkk…
Obrigado pela homenagem, querido amigo Seara!
Adorei a trilha sonora 😂
Apenas fazendo a minha parte para fazer jus ao carinhoso apelido… 😌👍🏼😘
historiasderemador · 10 de janeiro de 2026 às 20:21
Temos que agradecer por ainda termos saúde para proporcionar disputas tão bonitas como essa, e principalmente humor!