A sorte em meu favor

Publicado por historiasderemador em

Por Cesar Seara Neto

Aos poucos retorno a minha vida civil, sem travar batalhas contra a minha angústia para entregar imagens ao vivo do mais belo e completo esporte de todos, o remo.

Recebi a notícia dias antes do início do Sul-Americano Jr e Sub23, de que não haveria transmissão. Em 2022 ousei colocar para o mundo, as imagens desse evento, sem nunca ter feito. Não hesitei e mais uma vez coloquei a minha cara a tapa.

Inúmeros elogios foram dirigidos a minha pessoa, mas na engenharia eu lido com números e fatos, assim, afirmo: os créditos das imagens e do sucesso são do Anderson Feyh, do Floripa Foto. Quase na totalidade do tempo, ele voou “aquele carinha”, o drone, cobrindo todas as provas, enquadrando as equipes dentro da sua tela, para deleite das famílias que não vieram a quentíssima capital dos gaúchos.

O único crédito que eu tenho, e esse ninguém viu, foi assumir o compromisso para contratar o drone, ANTES de arrecadas os recursos para pagar um profissional dessa estirpe. As vezes a sorte ajuda.

Aqui os meus agradecimentos aos meus patrocinadores, na ordem de fechamento. Remo Fitness e nossa campeã mundial Fabi Beltrame; Água Mineral Imperatriz, graças ao Dé Baracuhy; Léo Adiers e suas maravilhosas fotos, Garante Pay do baita remador e parceiro, Rogério Ronneau; De Carli marmoraria de alto padrão, outro grande remador e parceiro, Remar Sul e suas belas camisetas e designs, do amigo Bedê, o cara de mais de 400 personagens; Porto Alegre Boats e seus barcos do parceirão Anderson Paixão; Pancho Pfaab, campeão panamericano e seu programa de coach em remo de alto rendimento.

Eu me enganei dizendo que suas marcas seriam vistas vinte mil vezes num fim de semana, foram vinte e três mil.

Agradecimentos como sempre, ao Grêmio Náutico União com internet de qualidade e estrutura física, a Confederação Brasileira de Remo, na pessoa da multifunção Vice-presidente Thais Capovilla, por nos proteger dos raios ultravioleta e na confiança depositada, e ao grande Daniel da Real Time que configurou meu notebook para receber em tempo real suas preciosas informações dos participantes das provas, seus tempos e colocações.

Falei com algumas famílias com meu espanhol de Tarzan, y me quedé encantado! Viajar milhares de quilômetros para torcer pelos filhos, é isso que me toca. Atletas muito focados, envolvidos pelas competições ocorridas nas raias balizadas com boias a cada dez metros, no melhor estilo Albano.

Disputas, muitas disputas. Trabalho, muito trabalho. Único lugar aonde o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário. Destaque especial ao Chile e seu longevo programa de trabalho que não se cansa de colecionar vitórias. Quantidade não significa qualidade.

Quando narro as provas procuro tirar a minha camisa de brasileiro, mas o sangue que corre nas veias é tupiniquim. Nos momentos de forte emoção, ainda que o cérebro seja oxigenado, é o coração que pulsa mais forte.

Encerro a jornada cansado, mas feliz por ter me superado, por não ter me permitido sentir medo e deixar de subir ao palco com as minhas piadas sem graças.

A equipe brasileira da qual conheço alguns rostos, o que posso afirmar é que vi atletas, técnicos, profissionais e dirigentes olhando com o mesmo foco na busca da excelência. Vi uma única equipe liderada por técnicos que sabem o que fazem, muito bem, e o que é melhor, com muita paixão. Digam o que quiserem, mas é com muita paixão.

Categorias: Crônicas

3 comentário

Antônio Farias Filho · 31 de março de 2026 às 18:44

Searinha Neto, você é D+, o REMO SUL AMERICANO é grato pelo belo trabalho prestado!
PARABÉNS!!!

Anderson Luiz Oliveira Paixão · 31 de março de 2026 às 22:09

Foi incrível meu bruxo. Fico imaginando as famílias dessa garotada a muitos kilometros daqui podendo os assistir por tua causa. Isso é demais! Continue!
Que honra poder ajudar as vezes. Obrigado!

Valter Hime · 1 de abril de 2026 às 07:05

Seara, de verdade, parabéns pela tua entrega e pelo espírito que você carrega no remo. Não é só dedicação, é propósito mesmo. Você faz acontecer quando muita gente só fala.

O remo no Brasil precisa de gente assim, que puxa, organiza, aparece e não desiste mesmo sem reconhecimento ou apoio. E você faz isso com uma consistência que dá gosto de ver.

Te admiro muito. Continua assim, porque o impacto do que você faz é muito maior do que parece.

Deixe uma resposta para Antônio Farias Filho Cancelar resposta

Espaço reservado para avatar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pt_BRPortuguese