Pera, uva, maçã, salada mista

O ano está começando a terminar. Campeões estaduais sendo definidos, a disputa se intensificando. Aqui no Rio Grande do Sul não foi diferente. A quinta etapa do Campeonato Gaúcho de Remo 2026, organizada pela REMOSUL, ocorreu no Parque Náutico Alberto Bins com seis clubes inscritos em doze provas na distância de quinhentos metros.
O clima que costuma nos pregar peças seguiu o que a ciência previu e despejou gotas sobre atletas, técnicos, dirigentes e torcida no início da jornada. Novamente o ônibus da Pérola veio recheado de entusiastas.
Aproveito para enaltecer as disputas entre estreantes e jovens atletas, inclusive uma prova Sub13 feminina. Elas sempre tornam os embates mais elegantes, demonstrando técnica e habilidade, mesmo nas águas mexidas pelo vento que começou soprando do Leste, mudando e aumentando para Sudeste.
A prova de dois sem timoneiro feminina peso leve, para mim foi muito significativa. Quatro duplas. Em três guarnições uma veterana com suas respectivas novatas. Numa delas, Luana, a mãe da Marina, nova mascote do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre (GPA), que rapidamente recuperou o preparo físico, remou muito com a Nicole. Noutra dupla Tia Isa, tetracampeã brasileira nesse barco com a Luana, dessa vez remou com a Pérola. Bárbara, mãe da Valentina compôs o par de remos com a Júlia, iniciante no Grêmio Náutico União (GNU) cruzando a linha de chegada à frente das demais. O que vimos foi uma prova esplêndida, experiência, vontade de vencer e muita técnica.
Anne e Isabelli mostraram que são destemidas e uniram a falta de experiência, remando pela raia de fora e descobriram por que o dois sem timoneiro é esse barco desafiador, inclusive para operar o leme com os pés.
As competições sempre nos proporcionam aprendizados. Na prova de double skiff misto para Estreantes, a dupla vencedora descobriu que repelente para insetos pode ser útil num barco a remos. Focados no conjunto e vencer a disputa, se esqueceram de conferir a reta e que o vento soprava empurrando os barcos para longe do cais, perto da região pantanosa e repleta de mosquitos da Ilha do Pavão.
Não posso deixar de registrar a ausência do meu amigo Mário Dias, meu eterno algoz. Com certeza a prova de skiff dos velhinhos teria a disputa ainda mais acirrada.
Na próxima sexta-feira e sábado, farei a narração do Campeonato Brasileiro de Master diretamente em São Paulo. No domingo será via remota, assim consigo comer mais um galeto com massa do Moacir, o Moca, sucesso absoluto no aniversário de 138 anos do GPA.
Vários atletas já enviaram seus minis currículos no remo informando quando, onde e por que começaram a remar. Muitas histórias. Terei que me esforçar para compila-las e contá-las ao vivo durante as provas. Quem ainda não enviou a sua, corre, pois preciso deixar os nomes todos listados em ordem alfabética e verificar as provas que correrão, evitando repetir histórias e deixar nomes sem o merecido destaque.
Créditos foto: Leonardo Adiers/REMOSUL
Você vai ao Brasileiro Master 2026?
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